Até a década de 60, manter a virgindade era imprescindível para todas as mulheres solteiras. Com o tempo, em um processo longo, lento e progressivo, os valores foram mudando, o surgimento da pílula anticoncepcional permitiu maior liberdade à mulher, foi apregoado o amor livre, o feminismo, e tudo isso fez com que o sexo antes do casamento começasse ser visto como algo mais natural. Mas não por todas as pessoas. Ainda hoje há mulheres e homens que, por diferentes motivos, especialmente religiosos, optam por se manterem virgens.
Para a presidente da Comissão Nacional Especializada em Sexologia da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) Sylvia Cavalcanti, a valorização da virgindade é muito relativo e depende do grupo social onde a mulher vive, a religião que pratica, e os fatores socioculturais, que são determinantes. “Enquanto nossa avós e/ou bisavós se casavam com 14 a 18 anos, hoje esse evento foi postergado, a mulher precisa estudar, se formar... Hoje se casam depois dos 22 anos, o que obviamente contribui para a atividade sexual prévia. No Brasil, nas grandes cidades, as mulheres iniciam a vida sexual por volta dos 15 aos 16 anos”, afirma.
Ao contrário do que acontecia no passado, são as garotas ainda virgens que sofrem pressão e cobranças. E por serem um número cada vez menor, pode estar havendo uma “supervalorização” de algo que deveria ser considerado natural. Recentemente uma estudante brasileira de 20 anos chamou a atenção e ganhou espaço na mídia após participar de um projeto que incluía o leilão de sua virgindade, além da gravação de um documentário. O maior lance foi dado por um japonês, no valor deUS$ 780 mil, o que equivale a cerca de R$ 1,5 milhão.
A especialista acredita que foi apenas um evento isolado e diferente que despertou a curiosidade e a disputa típica masculina. “É muito mais uma questão de disputa, de demonstrar poder que tesão ou sexo propriamente dito. Isso até pode influenciar outras meninas, mas com certeza os lances serão menores e isso independente das outras serem mais bonitas. Apenas deixa de ser novidade”, finaliza.
Fonte:bolsademulher.com.br






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