Para muita gente o sexo anal ainda é um tabu. O assunto, por ser
pouco comentado, vive cercado de muitas dúvidas e alguns mitos. Há
mulheres que adoram e outras que sequer pensam em tentar. A psicóloga e
especialista em sexualidade Carolina Costa Fernandes explica que não
existe certo e errado, o que existe é a busca de prazer mútuo. "É algo
que deve ser conversado e escolhido pelo casal. Se ambos estiverem
dispostos, tudo bem, mas se chegarem ao acordo de não realizarem, tudo
bem também”, afirma. Ela dá algumas dicas e esclarece tudo o que você
gostaria de saber sobre o assunto, mas nunca teve coragem de perguntar.
Confira!
O prazer anal:
“Para que haja prazer no sexo anal é necessário que o casal tenha
disponibilidade e intimidade para a relação. Existem mulheres que podem
não gostar da ideia de sexo anal por temerem algum incômodo, dores ou
até mesmo sangramento, além de sentirem nojo do cheiro e das
possibilidades de inúmeros micro-organismos infecciosos que permanecem
na região. Algumas apresentam muita sensibilidade na penetração anal e,
quando sentem dor, a excitação e o prazer não aparecem. Mas quando a
mulher está de acordo e pensa na possibilidade como algo possível, pode
acontecer de maneira saudável e prazerosa. Muitas mulheres podem gostar,
inclusive, de estímulo clitoriano e vaginal durante a penetração, para
maior obtenção de prazer.”
Como driblar a dor:
“É importante utilizar lubrificante acrescido da massagem anal com o
dedo ou a língua como forma de preparação para relação. Isso facilita a
penetração, pois a região anal não produz lubrificação como a região
vaginal. Alguns lubrificantes já vêm com anestésico, mas é uma escolha
de cada um. Se a prática for nova ao casal, são necessários alguns
cuidados. Tenham calma, brinquem um pouco com os dedos e façam a
introdução peniana com cautela, para que haja tempo para a dilatação
acontecer e para o corpo se habituar. Tudo deve ser feito bem devagar e,
se necessário, pode levar dias para que a parceria sinta-se apta para
atividade. É importante respeitarem este tempo de preparação. A dor
depende principalmente do relaxamento da musculatura, porém, quando há
um excesso nas diferenças entre o orifício e o tamanho do pênis, é
possível que haja dor.”
Melhor posição:
“É importante é encontrar posições que sejam facilitadoras para a
penetração. A melhor é sempre a que os parceiros se sintam bem, mas as
que mais são assinaladas como adequadas para penetração anal são: a de
lado, na qual quem vai ser penetrado fica de costas para o parceiro, e
de quatro, na qual a mulher fica de joelhos e cotovelos na cama e o
homem por cima realiza a penetração.”
Principais cuidados:
“Prazer e sexo estão associados à prevenção, por isso é necessário
lembrar que a relação anogenital precisa ser sinônimo de uso de
camisinha. A utilização de preservativo, limpeza anal, peniana e troca
de preservativo são fundamentais. Além de prevenir as doenças
sexualmente transmissíveis, evita o desencadeamento de infecções no
pênis e coceiras causadas pelos resíduos de fezes que podem estar na
região. Se após a relação anal houver continuidade na relação vaginal, é
necessário realizar a troca de camisinha, pois as bactérias que
sobrevivem no ânus sem causar danos à saúde podem promover infecções se
transportadas pelo pênis à vagina. É importante lembrar também que, os
lubrificantes mais indicados são à base de água, pois à base de petróleo
ou vaselina podem causar algum tipo de dano ao preservativo.”
Possíveis consequências:
“É um grande mito achar que irá ocorrer a perda das pregas anais ou
contratibilidade dos músculos perineais. O atrito pode desencadear
dores e fissuras anais, mas isso não ocorre se for utilizado o
lubrificante para facilitar a penetração. O que pode causar danos são os
exageros, como diferenças entre tamanho do pênis e do ânus, ou
introdução de mãos e objetos.”
Fonte:bolsademulher.com.br






0 comentários:
Postar um comentário